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Recife e o início do Século XX

O início do século XX foi para o Recife um marco. O novo tenta abocanhar o velho; o Recife Antigo sofre sua reforma urbana, é destruído e reerguido. Surge a velocidade frenética dos carros e bondes, as migrações para a cidade grande, as máquinas e as chaminés. É o momento dos astros hollywoodianos, e claro, do jazz. Mas o ritmo da modernidade não surge como um processo uno, pois muitas vezes se choca e se adapta devido à força das tradições. É o encontro de temporalidades, que se reinventam e criam novas percepções.

Um novo tempo precisa também de novas ferramentas. É o momento do desejo, onde instigar o consumo é primordial. As propagandas surgem como criadoras de produtos completos. Remédios não eram apenas para dores de cabeça, mas para estômago, insônia e outras coisas mais. Elas se envolvem com o novo, e sua importância está presente até mesmo nos espaços que os jornais lhes vende.

É a completitude, onde os elementos gráficos visam ao progresso, ao desenvolvimento e ao abandono do antigo. Garrafas, carros e cartomantes emergem possuindo este sentido, é o momento do inglês como algo requintado. Não é à toa que o jornal A Pilheria diz naqueles tempos: “anuncie, que no anúncio, está o sucesso de seu estabelecimento”.

Tiaggo Cavalcanti


Jornal do Commercio, 13.02.1921


Jornal do Commercio, 06.02.1921


Jornal do Commercio, 02.02.1921

4 comentários »

  Deby escreveu em 23 de dezembro de 2006 às 18:47

hum…essa expo prometeeee
tiii, mto massa o post
tu eh xouuu!!!

  Felipe escreveu em 28 de dezembro de 2006 às 3:40

maximum de eficiencia essa Expo!

  Anonymous escreveu em 27 de fevereiro de 2007 às 6:35

Excelente material!!!! Parabéns!

  joao escreveu em 12 de maio de 2010 às 18:11

muito show

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